Para o meu avô

Desde muito pequena que o admiro e posso dizer que é o homem da minha vida.

A sua força de vontade e a sua admiração pelas pequenas coisas, faz-me querer ser como ele. Devo grande parte da minha vida a ele. Nunca me deixou faltar nada e a cada despedida segue sempre um “Porta-te bem”.

Trabalhou toda a sua vida para ter aquilo que tem hoje e sei que trabalharia mais para me dar este e o outro mundo. Não consigo passar um dia sem pensar nele, e só de pensar que um dia ele me vai deixar… Só a ideia me deixa de rastos.

O meu avô é um homem simples mas que sonha ter uma moto 4, a minha avó é que não deixa. Ele finge ser surdo só para não ter que aturar certas conversas, mas as suas histórias para mim são lições de vida. Cada desabafo seu, torno um desabafo meu.

Da última vez que foi internado, ligávamos todos os dias para lhe dizer – Tu não te levantes da cama, ouviste a enfermeira!!! – ele lá se levantou e acabou com a cabeça partida. Aqui está a prova de onde vem a minha teimosia.

Aquela vez que ele ficou semanas internado, todos os dias lhe ligávamos. Não era capaz de ir dormir sem ouvir antes a sua voz. Ele não gosta de falar ao telemóvel. Sim, ele tem pavor de atender chamadas.

A cada entrevista que eu ia, era ele que me dizia para não perder a esperança . Preocupa-se mais com os outros do que com ele. Não é capaz de ficar chateado e perdoa todas as asneiras que faça. Acredita que os sonhos podem tornar-se realidade e acredita sempre na bondade das pessoas.

Poderia continuar a escrever sobre ele, mas só iria partilhar convosco coisas boas e sabem uma coisa – Ele é a melhor pessoa, ele é o pai que sempre quis ter, ele é o meu avô Alfredo….

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